O estado de São Paulo registrou 23 casos de sarampo em 2026, com um aumento significativo de sete casos em apenas três dias. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), 16 dos pacientes não tinham histórico de vacinação ou apresentavam o esquema vacinal incompleto. Os casos confirmados incluem bebês, crianças e adultos, com registros na capital, em São Bernardo do Campo e em Guarulhos.
Dentre os 23 casos identificados, dois são considerados importados e os demais estão relacionados à importação, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido determinada. Em resposta à cadeia de transmissão associada ao vírus, o governo estadual deu início à Campanha de Multivacinação nesta segunda-feira, uma iniciativa que se estenderá até 1º de setembro em todos os 645 municípios do estado.
A campanha oferece a vacina tríplice viral e é destinada à população com idades entre 6 meses e 59 anos, residentes nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, independentemente do histórico vacinal. A SES esclarece que a vacinação é recomendada a partir dos 6 meses, idade em que as crianças podem desenvolver resposta imunológica à vacina e, ao mesmo tempo, podem não estar mais protegidas pelos anticorpos maternos.
No entanto, para indivíduos com 60 anos ou mais, a vacinação indiscriminada não é recomendada, uma vez que muitos já tiveram contato natural com o vírus ao longo da vida, o que proporciona uma imunidade duradoura. Para as demais cidades do estado, a orientação é intensificar as ações de vacinação, verificando a situação vacinal da população e promovendo a atualização das doses em atraso, conforme estipulado no Calendário Nacional de Vacinação.
A SES também divulgou recomendações específicas em relação à vacinação. Gestantes não devem receber a vacina tríplice viral, pois é produzida com vírus atenuados, enquanto lactantes podem se vacinar normalmente. Aqueles que receberam outras vacinas de vírus atenuado nos últimos 30 dias, como as contra febre amarela ou varicela, devem respeitar um intervalo recomendado antes de receber a tríplice viral.
Dados preliminares indicam que a cobertura vacinal da tríplice viral em 2026 está em 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda, índices que estão abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Essa baixa adesão à vacinação é uma preocupação para as autoridades de saúde, que ressaltam a importância da imunização para evitar a propagação do vírus e a ocorrência de novos casos.




