Na quinta-feira, 6 de outubro, um Comitê do Senado dos Estados Unidos, majoritariamente composto por republicanos, aprovou uma resolução que declara o ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), Anthony Fauci, em desacato ao Congresso. Essa decisão foi motivada pela recusa de Fauci em responder a questionamentos durante uma audiência sobre suas ações na pandemia de COVID-19, na qual ele invocou repetidamente a Quinta Emenda da Constituição, que protege o direito de não se auto-incriminar.
Fauci foi chamado a depor sob juramento pelo Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado, que tem como presidente o senador Rand Paul, um crítico de longa data do ex-diretor. Durante a audiência, realizada na semana anterior, Fauci utilizou a Quinta Emenda mais de cem vezes, evitando responder às perguntas dos senadores, que se concentraram em suas decisões durante a pandemia, como as diretrizes de distanciamento social e o uso de máscaras, além de pesquisas financiadas pelo governo e investigações sobre a origem do coronavírus.
A audiência ocorreu após a divulgação de mais de mil páginas de anotações pessoais e diários de Fauci, que foram utilizados pelos senadores como base para suas perguntas. O senador Rand Paul argumentou que Fauci não deveria ter o direito de invocar a Quinta Emenda, uma vez que recebeu um perdão presidencial preventivo de Joe Biden em 2025 para possíveis crimes cometidos entre 2014 e janeiro de 2025.
Por outro lado, Fauci e sua equipe de advogados sustentam que ele mantém o direito constitucional de se manter em silêncio devido ao temor de enfrentar novas acusações que poderiam surgir de seu depoimento, incluindo a possibilidade de ser acusado de falso testemunho.
Com a aprovação da resolução pelo comitê, o próximo passo será o encaminhamento do caso ao Departamento de Justiça, que terá a responsabilidade de decidir se abrirá um processo criminal por desacato ao Congresso. Enquanto isso, os democratas criticaram a medida, considerando-a uma ação motivada politicamente e ressaltaram a importância de preservar o direito constitucional de Fauci de invocar a Quinta Emenda.




