Ary Fontoura, aos 93 anos, participou da premiação do Grande Otelo e destacou a importância do ator em provocar emoções no público. Ele concorreu em duas categorias pela comédia "Velhos Bandidos", onde interpreta Rodolfo, um aposentado que, junto de sua esposa Marta, interpretada por Fernanda Montenegro, planeja um ousado assalto a um banco. Durante a cerimônia, realizada na noite de terça-feira (5), no Rio de Janeiro, o veterano refletiu sobre o papel do ator, afirmando que "o bom ator é aquele que faz o público rir e chorar".
Entusiasmado com o projeto, Fontoura elogiou a qualidade da produção e seu impacto no público. "O filme tem uma qualidade que extrapola o comum. Ele foi feito com muito cuidado. Nós tivemos um tempo hábil para realizar. O público, no final de cada exibição, aplaude e se sente muito feliz por ter assistido ao trabalho da gente", afirmou. Ele ressaltou que a história do filme é interessante e mantém o espectador envolvido.
"Velhos Bandidos" foi premiado na categoria de melhor longa-metragem de comédia. Ary Fontoura também disputou o prêmio de melhor ator de longa-metragem, que foi conquistado por Jesuíta Barbosa, que interpretou Ney Matogrosso no filme "Homem Com H". O reconhecimento da produção reflete o momento positivo que o cinema brasileiro vem vivendo nos últimos tempos, segundo o ator.
Fontoura destacou que a capacidade de fazer o público rir e chorar é essencial para o trabalho do ator. "O bom ator faz as duas coisas. Ele permanece dentro da vida, observando-a. E esses riem, esses choram, então você precisa aprender a fazer as duas coisas", enfatizou.
Finalizando sua participação, Ary Fontoura expressou satisfação com a recepção do filme e a performance dos atores, ressaltando que o texto é bem escrito e a narrativa se renova constantemente, mantendo o público atento e envolvido até o fim da projeção.




