Neste sábado (1º), as autoridades da Faixa de Gaza anunciaram a recuperação de 112 corpos sob os escombros, resultado de mais de 136 horas de intensas escavações. A operação ocorreu em Sabra, um bairro localizado no sul da Cidade de Gaza, e foi realizada principalmente com o uso das mãos pela agência de Defesa Civil de Gaza, que atua sob o comando do Hamas.
Entre os corpos encontrados, estavam 40 crianças, 38 mulheres e sete pessoas com deficiência física. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) prestou apoio à operação, que se estendeu por quase duas semanas. A porta-voz do CICV em Gaza, Amani Al-Naouq, destacou a dor e a incerteza enfrentadas por milhares de famílias na região, que aguardavam a recuperação dos restos mortais de seus entes queridos para poder lamentar e sepultar com dignidade.
A busca por pessoas desaparecidas e a recuperação de restos humanos foram descritas como uma questão humanitária de suma importância. O coronel Mohammed Abu Dan, que coordenou a operação, informou que ainda há 157 corpos que se acredita estarem sob os escombros, o que torna a busca extremamente desafiadora. As equipes enfrentaram dificuldades significativas, examinando manualmente estruturas metálicas retorcidas e concreto destruído.
Na Faixa de Gaza, milhares de restos mortais ainda permanecem desaparecidos, muitos soterrados após os intensos bombardeios aéreos israelenses. A situação é agravada pelas restrições impostas aos meios de comunicação, que dificultam a verificação independente dos números e a cobertura da violência na região.
O Ministério da Saúde de Gaza, que é administrado pelo Hamas, informou que a guerra resultou na morte de mais de 73,3 mil pessoas, um número considerado confiável pelas Nações Unidas. O conflito teve início em 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas realizaram um ataque no sul de Israel, resultando em 1.221 mortes e 251 sequestros, configurando o ataque mais letal contra a população israelense desde a criação do Estado de Israel em 1948.




