O terremoto que abalou o sul do Japão na terça-feira (28) resultou na morte de 18 pessoas, conforme informações divulgadas pelo governo central e pela província de Kumamoto. As equipes de resgate estão mobilizadas desde a ocorrência do tremor, que teve sua magnitude inicialmente estimada em 7,1 pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS), sendo posteriormente revisada para 6,8.
Entre as fatalidades, está o desabamento de uma chaminé na fábrica da Nippon Paper Industries, localizada na cidade de Yatsushiro, que resultou em cinco mortes adicionais. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, havia anteriormente confirmado 13 mortos. Há também a possibilidade de que quatro pessoas permaneçam soterradas sob os escombros, conforme informações de um porta-voz local.
Três das vítimas eram frequentadoras de um shopping center operado pela rede Aeon na cidade de Kashima, que sofreu um desabamento parcial. O presidente da rede, Akio Yoshida, informou que outras três pessoas estão desaparecidas e os trabalhos de resgate continuam em busca de sobreviventes.
Dados do governo de Kumamoto indicam que 8.886 indivíduos foram evacuados e que mais de 34,8 mil residências estão sem fornecimento de energia elétrica devido ao terremoto. A província já havia enfrentado um forte tremor em 2016, que resultou na morte de 277 pessoas e ferimentos em cerca de 2,8 mil.
O Japão, situado no Círculo de Fogo do Pacífico, é frequentemente atingido por terremotos e, por isso, suas construções são projetadas para suportar tremores, visando minimizar os danos e as perdas humanas em situações como essa.




