O jovem atleta mencionado era Edson Arantes do Nascimento, que na época tinha apenas 16 anos e vinha de Bauru. A nota informava que ele não estava vinculado a nenhuma equipe e que o Santos estava em negociação com seu pai, Dondinho, para formalizar a contratação. O texto também mencionava Waldemar de Brito, ex-atacante que participou da Copa de 1934 e que atuava como orientador dos juvenis do Bauru Atlético Clube, sendo considerado fundamental para o desenvolvimento de Pelé.
A reportagem revelava ainda que Edson Arantes receberia um salário de Cr$6.000,00 mensais e teria a oportunidade de estudar em um colégio da cidade, com os custos cobertos pelo Santos F.C. Waldemar de Brito, responsável por lapidar o talento de Pelé desde seus 13 anos, enfatizava a dedicação no processo de formação do jovem atleta.
Setenta anos depois, a importância desse momento foi relembrada pelo jornalista e pesquisador Nelson Coltro, que compartilhou recortes de jornal nas redes sociais, reavivando a memória do início da carreira de Pelé.
Em uma entrevista concedida em 1978, às vésperas da Copa da Argentina, Waldemar de Brito falou sobre Pelé em uma rara conversa com Wanderley Nogueira, registrada no “Memória da Pan”.




