O governo da Bahia procurou o Ibama para discutir a possibilidade de acelerar o licenciamento ambiental de projetos considerados “estratégicos” no setor de mineração. A informação foi confirmada pelo governo da Bahia. Os contatos com o Ibama já vinham ocorrendo nos últimos meses e resultaram em uma reunião realizada na última quarta-feira.
O encontro contou com a presença da diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, Cláudia Jeanne da Silva Barros, além de representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia. Um dos focos da reunião foram iniciativas relacionadas às terras raras, grupo de minerais essenciais para a transição energética e para cadeias industriais como a de ímãs permanentes, veículos elétricos e equipamentos de defesa.
Nesse contexto, foi discutido o avanço do projeto da Borborema Mineração, empresa de capital australiano controlada pela Brazilian Rare Earths. A companhia possui atualmente 285 direitos minerários ativos, distribuídos em uma área superior a 440 mil hectares, em uma faixa que se estende entre os municípios de Amargosa e Jequié, no centro-sul da Bahia.
A Bahia concentra cerca de 38% das áreas requeridas para pesquisa de terras raras no Brasil e também possui potencial relevante para outros minerais críticos, como vanádio, níquel e cobre. Para as mineradoras, acelerar o processo de licenciamento é um dos principais pleitos, devido à fragilidade das estruturas dos órgãos ambientais, que pode levar a atrasos nos projetos




