Um levantamento realizado pela Serasa revelou que Mato Grosso do Sul conta com 1.312.916 consumidores inadimplentes, totalizando dívidas que chegam a R$ 11,1 bilhões. Os dados indicam que a utilização do cartão de crédito vai além de compras parceladas, refletindo um padrão de consumo que impacta a saúde financeira dos cidadãos.
No Estado, 28,32% das dívidas estão ligadas a bancos e cartões de crédito, o que equivale a uma parte significativa do total de endividados. As informações provêm da primeira edição do Mapa de Crédito da Serasa, que também revela que os consumidores em MS acumulam 6.179.542 dívidas. O valor médio devido por cada pessoa é de R$ 8.434,58, enquanto o montante médio de cada dívida é de R$ 1.792,02.
As dívidas com bancos e cartões de crédito são seguidas por outras categorias, como financeiras (17,95%), contas de água, luz e gás (17,86%) e serviços (14,09%). A Serasa observa que o uso frequente do cartão para complementar o orçamento pode ser um dos fatores que contribuem para esse aumento no endividamento.
Campo Grande se destaca como a cidade com o maior número de inadimplentes do Estado, contabilizando 501.765 pessoas com dívidas. A capital possui um total de 2,67 milhões de dívidas, que somam R$ 4,94 bilhões. Outras cidades com índices significativos incluem Dourados, com 108.829 inadimplentes, Três Lagoas (59.226), Corumbá (49.165) e Ponta Porã (40.317).
Além disso, o estudo aponta que diferentes modalidades de crédito são utilizadas com objetivos variados. Empréstimos pessoais e crédito consignado são frequentemente empregados para reorganizar finanças, quitar dívidas e aliviar o orçamento familiar. No contexto nacional, 63% dos brasileiros utilizaram cartão de crédito nos últimos 12 meses, tornando essa modalidade a mais popular do País.
Entre os usuários de cartão, 30% afirmaram utilizá-lo para despesas cotidianas, 29% para compras específicas e 18% para gastos emergenciais relacionados à saúde. A possibilidade de parcelar compras de acordo com o orçamento é citada como a principal vantagem do cartão por 41% dos entrevistados. Outros 37% mencionaram a facilidade de acesso ao crédito, e 30% preferem a modalidade por já terem um limite pré-aprovado.




