Nesta quinta-feira, 30 de julho, a Prefeitura de Dourados realizou o pagamento antecipado dos salários referentes ao mês de julho, beneficiando 9.570 servidores municipais. Essa prática se tornou uma rotina desde o início da atual gestão, sendo o 19º mês consecutivo em que os vencimentos são depositados dentro do mês de referência. O prefeito Marçal Filho enfatizou a superação de desafios diários que a administração enfrenta para manter as contas em dia, além de assegurar a valorização dos servidores e a continuidade de serviços essenciais à população.
A folha salarial bruta para o mês de julho totalizou R$ 62.180.739,86. Com a adição de R$ 8.605.435,36 referentes a encargos patronais, férias e indenizações, o montante chega a R$ 70.786.175,22. Desses valores, R$ 21.774.925,87 foram destinados à Secretaria Municipal de Saúde, enquanto a Secretaria Municipal de Educação contabilizou uma despesa de R$ 34.219.740,95. As demais secretarias, agências e fundações totalizaram R$ 14.791.508,40.
O prefeito Marçal Filho ressaltou que, mesmo diante das dificuldades financeiras, a gestão municipal está comprometida com o planejamento e a responsabilidade nos gastos. Ele destacou que a administração está focada em honrar suas obrigações não apenas com os servidores, mas também com a população de Dourados. Na área da saúde, diversas obras estão em andamento, como a construção da Policlínica de Especialidades Médicas, a Unidade Básica de Saúde do Jardim dos Estados, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o CAPS AD.
Na educação, as obras de três Centros de Educação Infantil paralisadas foram retomadas, além da reforma e revitalização da Escola Municipal Professora Avani Cargnelutti, no Jardim Flórida, e da ampliação da Escola Municipal Maria Conceição Angélica, localizada no Jardim Guaicurus. Essas iniciativas fazem parte de um esforço maior para garantir a infraestrutura necessária para o atendimento à população.
Em virtude da delicada situação financeira do município, o prefeito Marçal Filho editou o Decreto 797, datado de 2 de julho de 2026, que mantém medidas de contenção de despesas e controle orçamentário. Essa decisão visa preservar o equilíbrio fiscal e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos, respeitando as obrigações estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal e o limite prudencial de gastos com pessoal.
Além disso, a gestão levou em consideração a queda significativa nos repasses federais, em especial do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), e estaduais, com a diminuição dos repasses do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além da redução das receitas tributárias próprias. Para garantir a continuidade dos serviços públicos e investimentos em áreas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura, o prefeito determinou a suspensão de provimentos de cargos efetivos, comissionados e temporários que impliquem aumento de despesas.




