Jorge Fernando Denis González, de 26 anos, conhecido como "Chefinho" e irmão materno de Jorge Teófilo Samudio González, o "Samura", foi preso na tarde desta quarta-feira, 22 de julho, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. Durante a ação da Polícia Nacional, foram apreendidos 21,4 quilos de pasta-base de cocaína, encontrada em uma residência localizada no bairro San Antonio. Além de Jorge Fernando, os outros dois detidos foram Rubén Darío Vargas Gómez, de 22 anos, e Marcos David Colmán Rojas, de 29 anos.
A operação resultou também na apreensão de sete celulares e um veículo VW/Gol de cor branca. A cocaína estava dividida em 21 tabletes, conforme informações do memorando da polícia paraguaia. A ação foi acompanhada pelo promotor Celso Morales, que destacou a importância da operação no combate ao tráfico de drogas na região.
Jorge Fernando é considerado o principal alvo da operação, conforme noticiado. O veículo apreendido estava registrado em nome de Cristhian Vidal Ríos. Investigadores apontam que Chefinho é parte de um grupo que atua no tráfico de drogas na fronteira, e sua possível ligação com o Comando Vermelho ainda está sob investigação.
A prisão de Jorge Fernando traz à tona novamente a notoriedade da família de Samura, uma figura proeminente no crime organizado na área de fronteira entre Brasil e Paraguai. As autoridades paraguaias atribuem a Samura o controle de uma estrutura dedicada ao transporte de cocaína proveniente da Bolívia, que é posteriormente enviada ao mercado brasileiro e a outros países.
O histórico de Samura inclui sua prisão em outubro de 2018 em Bella Vista Norte, cidade paraguaia vizinha de Bela Vista. Em setembro de 2019, ele conseguiu escapar durante um ataque ao comboio que o transportava de volta ao presídio após uma audiência em Assunção, ação que resultou na morte do comissário Félix Ferrari e ferimentos em outros agentes. Após permanecer foragido por cerca de um ano e meio, Samura foi localizado pela Polícia Federal em março de 2021, em Sinop (MT), onde utilizava documentos falsos. Investigações anteriores indicaram que ele havia recebido ajuda de pessoas ligadas ao tráfico antes de chegar a Mato Grosso, passando por Dourados.




