Ao chegar ao local, a voluntária constatou que a cadela apresentava um grande corte ao redor do pescoço, resultado de uma corda que a mantinha presa. O ferimento estava infectado, com secreção purulenta, indicando que a lesão estava presente há vários dias. A situação exigia atenção veterinária imediata.
Com a autorização da responsável pela cadela, a voluntária a levou para atendimento veterinário. O médico veterinário que avaliou o animal confirmou que a lesão era extremamente grave e necessitava de cirurgia urgente, ressaltando que o atraso no atendimento poderia resultar na morte da cadela. O laudo veterinário indicou que o ferimento era compatível com uma exposição de mais de sete dias.
A Polícia Civil foi acionada e se dirigiu ao imóvel onde o animal era mantido. Durante a vistoria, os policiais verificaram que a cadela continuava presa por uma corda fina e não tinha acesso a água ou comida no momento da fiscalização. A responsável pelo animal alegou que estava com ele há cerca de um mês e não havia notado o ferimento, embora afirmasse alimentar a cadela diariamente.
Diante das evidências, que incluíam depoimentos de testemunhas e o laudo veterinário, a mulher foi presa em flagrante pelo crime de maus-tratos a animal doméstico, conforme o artigo 32, §1º-A, da Lei nº 9.605/1998. Ela foi levada à Delegacia de Polícia Civil para a realização das providências legais necessárias.
A Polícia Civil destaca que maus-tratos a animais constituem crime, com pena que pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição de guarda de animais, especialmente cães e gatos. A população é incentivada a denunciar casos de negligência, abandono e outras formas de maus-tratos, que incluem privação de água, alimento e atendimento veterinário, para garantir a proteção dos animais.
A omissão em relação ao bem-estar animal também é considerada crime. Denunciar essas situações é um ato de cidadania e de proteção à vida.




