O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, concedeu residência permanente a Eduardo Bolsonaro, que reside no país desde fevereiro do ano passado. A confirmação foi feita por Paulo Figueiredo, jornalista que relatou a informação à Gazeta do Povo nesta segunda-feira (20).
Com a obtenção do Green Card, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro poderá viver nos EUA sem restrições de tempo, além de estar isento da necessidade de autorizações especiais para trabalho ou estudo. O processo para a documentação foi iniciado há mais de um ano, e o retorno positivo foi dado recentemente, atestando que Eduardo atende aos requisitos exigidos pelo governo americano.
Eduardo Bolsonaro enfrenta uma condenação proferida em junho deste ano pela Primeira Turma do STF, que o sentenciou a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por coação no curso do processo. Além da pena de prisão, ele foi multado em 50 dias, com cada dia avaliado em dois salários mínimos, e perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal, tornando-se inelegível por um período de oito anos.
A condenação se baseou em alegações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirmaram que o ex-deputado buscou influenciar autoridades dos EUA para promover sanções contra magistrados do STF e medidas econômicas em desfavor do Brasil. O objetivo seria pressionar a Corte em relação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrentou acusações de tentativa de golpe de Estado.
Atualmente, Eduardo Bolsonaro se encontra em uma situação de autoexílio nos Estados Unidos, justificando sua permanência com a alegação de perseguição política por parte do Judiciário brasileiro.




