Em maio, a economia do Brasil apresentou um crescimento de 0,7% em comparação com o mês anterior. Este resultado é parte do Monitor do PIB, um estudo mensal da Fundação Getulio Vargas (FGV), que foi divulgado nesta segunda-feira (20). No trimestre móvel finalizado em maio, a alta foi de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025, resultando em uma variação acumulada de 1,7% nos últimos 12 meses. Esse desempenho positivo ocorre após um recuo de 0,1% em abril e estabilidade em março.
O crescimento observado em maio marca uma retomada após um período de estagnação. Os dados mensais de 2026 mostram que o consumo das famílias foi o principal motor da economia, com um aumento significativo de 3,3% no trimestre até maio, o maior resultado desde o quarto trimestre de 2024, que havia registrado um avanço de 4%. A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, ressaltou que mais de 60% desse crescimento é proveniente do consumo de serviços e bens duráveis.
Apesar do crescimento, a análise de Juliana Trece indica que existem fragilidades na economia. O setor agropecuário, por exemplo, mostrou crescimento após uma sequência de retrações, enquanto a indústria está perdendo força, apresentando resultados abaixo da média geral. Apenas o setor de serviços conseguiu um desempenho ligeiramente melhor. A concentração do crescimento no consumo familiar indica uma dependência desse setor, uma vez que as exportações e os investimentos registraram quedas.
Os investimentos também tiveram um desempenho notável, com uma alta de 18,6%, a segunda maior do ano, atrás de fevereiro, que atingiu 19,2%. Em termos monetários, a FGV estima que o Produto Interno Bruto (PIB) acumulado até maio, em valores correntes, seja de R$ 5,466 trilhões.
O Monitor do PIB é uma das ferramentas que avaliam a situação econômica do Brasil. Outro indicador relevante, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que foi divulgado em 17 de maio, sinalizou uma expansão de 0,1% na passagem de abril para maio e um crescimento de 1,4% em 12 meses. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta os dados oficiais do PIB trimestralmente, com a última divulgação mostrando um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.
Expectativas para o futuro indicam que a economia brasileira deve encerrar 2026 com uma alta de 1,99%, conforme as projeções do relatório Focus, uma sondagem do Banco Central com instituições financeiras. O Ministério da Fazenda, por sua vez, prevê uma variação de 2,3%.




