O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, emitiu um comunicado neste domingo (19) em resposta às declarações do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Durante uma entrevista a um podcast do jornal The New York Times, Mamdani mencionou a possibilidade de ordenar a prisão de Netanyahu caso o premiê visite a cidade para a Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro.
Netanyahu enfrenta um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que o acusa de supostos crimes de guerra e contra a humanidade relacionados ao conflito na Faixa de Gaza, atualmente em cessar-fogo. A nota do gabinete do primeiro-ministro enfatizou que Israel e Estados Unidos não são signatários do TPI.
O comunicado destacou que "o TPI é um tribunal de fachada sem jurisdição sobre americanos ou israelenses". O texto também criticou o ex-procurador do TPI, Karim Khan, que emitiu o mandado, afirmando que sua atuação foi desacreditada e que ele buscou desviar a atenção pública de alegações de má conduta sexual que surgiram contra ele. O governo israelense afirmou que a emissão do mandado foi uma tentativa de Khan de se proteger do escrutínio.
O gabinete também defendeu as ações de Israel, afirmando que o país implementou medidas sem precedentes para proteger civis durante a guerra, enquanto combate o Hamas, que é descrito como uma organização terrorista que utiliza palestinos como escudos humanos e ataca deliberadamente civis israelenses.
Por fim, a nota criticou Mamdani, sugerindo que ele deveria focar em corrigir os problemas causados por suas políticas em Nova York, ao invés de apoiar o que o governo israelense considera um comportamento criminoso por parte de Khan. O comunicado concluiu que tanto Khan quanto Mamdani parecem buscar desviar a atenção pública de suas próprias falhas, atacando o líder do Estado de Israel, que é definido como a única democracia no Oriente Médio.




