O presidente da Argentina, Javier Milei, reagiu às declarações do atacante Lionel Messi a respeito das dificuldades econômicas que muitos cidadãos argentinos estão enfrentando. Em um comunicado emitido pelo Escritório de Resposta Oficial (Opra) e compartilhado nas redes sociais pelo próprio presidente, o governo reconheceu a realidade desafiadora, mas responsabilizou as gestões de Néstor Kirchner e Cristina Kirchner pelo cenário atual.
Messi abordou a questão após a vitória da seleção argentina sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo, durante uma entrevista ao canal TyC Sports. Ele destacou que o futebol serve como um momento de alívio para aqueles que lidam com problemas econômicos. "Estamos orgulhosos e felizes por poder dar essa alegria ao povo. Sabemos que as Copas do Mundo são especiais para nós e nos esquecemos de todas as coisas ruins pelas quais temos que passar, que existem pessoas que estão tendo dificuldades, que não têm emprego, que não conseguem chegar ao fim do mês ou que estão constantemente lutando; em nossa vida, é o que sempre nos tocou", disse Messi.
O jogador também expressou a esperança de que a seleção tenha proporcionado momentos de felicidade aos argentinos. "Ao poder dar a eles esse tipo de alegria de estar em uma final de Copa do Mundo mais uma vez, chegando a duas finais consecutivas, conquistamos algo incrível", afirmou. Ele reiterou que a equipe se destacou nos últimos quatro anos, ressaltando que suas conquistas foram fruto de muito esforço.
As palavras de Messi repercutiram amplamente e foram utilizadas por críticos do governo Milei para enfatizar as dificuldades que a população ainda enfrenta. Em resposta, a Casa Rosada concordou com a afirmação do jogador sobre as dificuldades, mas sustentou que a situação é resultado de duas décadas de governos kirchneristas. "Sobre as palavras do melhor jogador de futebol da história, Lionel Messi, de que há pessoas que estão passando por dificuldades, isso é totalmente verdade. Duas décadas de decadência kirchnerista não podem ser apagadas em 24 meses", destacou o comunicado.
O governo também defendeu as reformas implementadas desde a posse de Milei, argumentando que os indicadores econômicos mostraram melhorias em comparação ao cenário deixado no final de 2023. "Sim, tivemos dois anos de reformas profundas, e o país está infinitamente melhor do que há dois anos, quando havia 60% de pobreza, 20% de extrema pobreza, inflação anual de 15.000%, salários de miséria e uma moeda que se desvalorizava a cada dia."
Por fim, a nota reconheceu que, apesar das melhorias, os desafios ainda persistem e que a recuperação econômica exigirá tempo. "Mas ainda há um longo caminho a percorrer. Ninguém prometeu que seria fácil. O caminho é muito árduo, mas é o que fará a Argentina grande novamente", concluiu o comunicado do palácio presidencial.




