Catalina Giraldo, uma psicóloga de 30 anos, recebeu a autorização para ser submetida à eutanásia na Colômbia, após anos enfrentando diagnósticos de transtorno depressivo grave, transtorno de personalidade borderline e transtorno de ansiedade. A informação foi divulgada pelo telejornal Noticias Caracol na segunda-feira, 13 de março de 2023.
A jovem havia iniciado um processo judicial para obter permissão para o suicídio assistido, prática que ainda não é regulamentada no país, embora tenha sido descriminalizada em 2022. Nesse ano, a Corte Constitucional decidiu que médicos não cometem crime ao auxiliar pacientes que enfrentam sofrimento intenso devido a doenças consideradas "graves e incuráveis" a optarem pela morte.
Após não conseguir autorização para o suicídio assistido durante anos, Catalina decidiu aceitar a eutanásia. A diferença entre os dois procedimentos está na execução: na eutanásia, um médico administra o medicamento que provoca a morte, enquanto no suicídio assistido, o paciente é quem realiza o ato com a substância fornecida pelo profissional de saúde.
Em sua declaração ao telejornal, a psicóloga afirmou que, ao escolher a morte assistida, experimentou uma "calma" que não sentia há anos. Ela descreveu a decisão como um grande "alívio" para acabar com o sofrimento que a acompanhava.
Catalina relatou que havia esgotado todas as opções de tratamento terapêutico disponíveis para lidar com os transtornos diagnosticados. Inicialmente, ela buscou a assistência médica para o suicídio, considerando essa alternativa como uma forma de exercer sua "autonomia" sobre a própria vida.
Embora a Corte Constitucional tenha descriminalizado o suicídio assistido, a prática permanece sem regulamentação específica desde a decisão de 2022. A Colômbia fez história em 2021 ao permitir a eutanásia de uma paciente que não apresentava uma condição terminal. Embora a eutanásia seja legal no país desde 1997, a regulamentação do procedimento foi estabelecida apenas em 2015.




