A FIFA já enfrenta críticas pela ampliação do número de seleções na Copa do Mundo, que passou de 32 para 48 equipes. Entretanto, a competição realizada em 2026, embora tenha sido considerada inchada, não comprometeu a qualidade do espetáculo. A entidade agora cogita um novo aumento, desta vez para 64 seleções, visando o mundial de 2030. Essa mudança, segundo observadores, levanta questões sobre a justiça da competição e o possível favorecimento do jogo ofensivo.
O formato atual, que resgatou a classificação de terceiros melhores colocados, já existia em edições anteriores, como em 1986, 1990 e 1994. Com a proposta de 64 equipes, apenas os dois primeiros de cada grupo avançariam para a fase de mata-mata, o que poderia resultar em um torneio ainda mais complexo. A edição com 72 jogos na fase inicial já apresentou desafios para os torcedores, e a ampliação para 96 jogos poderia dificultar ainda mais o acompanhamento do evento.
Gianni Infantino, presidente da FIFA, anunciou que as discussões sobre essa nova expansão ocorrerão no segundo semestre. Ele enfatiza a importância de tornar a Copa do Mundo acessível a mais nações, afirmando que todos deveriam ter a chance de participar. A ideia, segundo o dirigente, é incentivar o desenvolvimento do futebol em países menores, promovendo um aumento na qualidade das seleções.
Entretanto, analistas apontam que a verdadeira motivação por trás da ampliação é o potencial de lucro. A busca por novos mercados consumidores e o aumento das receitas provenientes dos direitos de transmissão são fatores que não podem ser ignorados. O foco em expandir a participação de seleções pode estar mais alinhado com interesses financeiros do que com a promoção do esporte em sua essência.
A história da Copa do Mundo, iniciada por Jules Rimet, que implementou o torneio em 1930 no Uruguai, mostra uma evolução no número de participantes ao longo das edições. A lista completa de seleções ao longo dos anos é a seguinte: em 1930, 13 seleções participaram; em 1934 e 1938, foram 16; em 1950, novamente 13; entre 1954 e 1978, 16 seleções; de 1982 a 1994, 24; de 1998 a 2022, 32; e, a partir de 2026, 48 seleções.
A próxima edição, que marcará o centenário do torneio, contará com a participação de Uruguai, Argentina, Paraguai, Espanha, Portugal e Marrocos como países anfitriões. A proposta de ampliar o número de seleções para 64 poderá ser um marco na história do futebol, mas também suscita debates sobre a integridade e a essência do campeonato.




