Os houthis, grupo rebelde do Iêmen, acusaram a Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos, de realizar ataques aéreos no Aeroporto Internacional de Sanaa nesta segunda-feira, dia 13. Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, descreveu o ataque como "um ato de agressão flagrante e descarado", sinalizando o fim da trégua na guerra civil que se arrasta desde 2014, onde Arábia Saudita e Irã apoiam lados opostos.
Saree afirmou que a agressão saudita não ficará sem resposta e punição. Em uma declaração veiculada no X, ele acrescentou que o ataque ilustra o nível de hostilidade do regime saudita e dos Estados Unidos em relação ao povo iemenita. Até o momento, a Arábia Saudita não fez comentários sobre as alegações.
Paralelamente, o Ministério da Defesa do governo iemenita, que é reconhecido internacionalmente e se opõe aos houthis, declarou que suas forças atacaram a pista do aeroporto para impedir a aterrissagem de um avião iraniano que transportava uma delegação dos insurgentes. O ministério acusou os houthis de tentarem impedir o pouso de um avião nacional iemenita, optando por um avião iraniano, o que levou à ação militar.
Os houthis controlam a parte ocidental do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa, enquanto o governo reconhecido internacionalmente mantém o controle sobre outras áreas do país. A tensão entre os grupos tem se intensificado, especialmente após a recente escalada de ataques e a declaração de que a guerra pode se expandir por toda a região do Oriente Médio.
Em um comunicado, a liderança dos houthis afirmou que a situação atual é resultado das ações desestabilizadoras dos Estados Unidos e que a cooperação de alguns países na região aumenta o risco de uma guerra mais ampla. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou novos ataques contra alvos iranianos na noite de domingo, dia 12, intensificando a escalada do conflito.
Na semana anterior, o presidente Donald Trump havia anunciado o fim do cessar-fogo na guerra, após ataques iranianos a navios comerciais no Estreito de Ormuz. Essa decisão levou a um aumento na troca de ataques entre as partes envolvidas, acentuando a crise na região.




