As vendas de botijões de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em Mato Grosso do Sul apresentaram uma significativa redução nos primeiros cinco meses de 2026, atingindo 30.443 toneladas. Este volume representa uma queda de 1,70% em comparação com as 30.969 toneladas comercializadas no mesmo período de 2025, além de ser o menor registrado desde 2018.
Em relação a 2024, quando as vendas somaram 31.068 toneladas, a retração foi de 625 toneladas, o que equivale a 2,01%. O desempenho deste ano também ficou aquém das quantidades vendidas em anos anteriores, como 30.833 toneladas em 2019, 33.349 toneladas em 2020 e 32.708 toneladas em 2021. Este cenário aponta para uma mudança de patamar no mercado de GLP, que havia alcançado volumes recordes em 2022 e 2023.
Nos anos de 2022 e 2023, as vendas de botijões P13 foram de 53.968 toneladas e 53.172 toneladas, respectivamente, os maiores da série histórica. No entanto, a partir de 2024, os números voltaram a um patamar próximo de 31 mil toneladas, culminando nas 30.443 toneladas registradas até maio de 2026.
Além da queda nas vendas, o mercado de GLP em Mato Grosso do Sul também passou por uma reestruturação em relação à participação das distribuidoras. O grupo Copa Energia, que inclui as marcas Copagaz e Liquigás, viu sua participação nas vendas de botijões GLP P13 cair de 62,06% em 2022 para 34,58% em 2026, uma queda de 27,48 pontos percentuais em quatro anos.
Durante o mesmo período, as distribuidoras concorrentes conseguiram aumentar sua presença no mercado. Atualmente, a Nacional Gás responde por 23,51% das vendas, enquanto a Supergasbras e a Ultragaz detêm 21,30% e 20,61%, respectivamente. Essa nova dinâmica marca uma alteração significativa na composição do mercado de GLP no estado, refletindo as mudanças nas preferências dos consumidores e na competitividade entre as empresas.




