O cantor e compositor Giuseppe Faiella, amplamente conhecido como Peppino Di Capri, faleceu neste sábado aos 86 anos. A informação foi divulgada pela agência Efe, mas a família optou por não revelar as causas da morte. Di Capri já não se apresentava publicamente há pelo menos três anos devido a problemas de saúde, que se agravaram após a perda de sua esposa, Giuliana, em 2019. Ele deixa três filhos: Igor, Edoardo e Dario.
Nascido na ilha de Capri, no sul da Itália, Peppino Di Capri se destacou como um dos grandes nomes da música italiana das décadas de 60 e 70. Mundialmente reconhecido por clássicos como “Roberta” e “Champagne”, ele construiu uma carreira que se estendeu por seis décadas. O cantor foi uma figura importante na transformação da canção napolitana em um estilo pop que dialogava com o mundo.
Peppino começou sua trajetória musical muito cedo, aos seis anos, e aos 14 já se apresentava em clubes noturnos de Capri e Ischia, além de entreter as tropas americanas durante a Segunda Guerra Mundial. Com uma formação musical sólida, ele formou o grupo Peppino Di Capri e i suoi Rockers, que rapidamente alcançou popularidade. Durante os anos 60, também participou de filmes musicais, ampliando sua presença no cenário artístico.
Em 1973, após um período de pausa e a dissolução de seu grupo, Peppino conquistou seu primeiro grande prêmio no Festival de Sanremo com a canção “Un grande amore e niente più”. Esse marco impulsionou sua carreira, que continuou a crescer com o lançamento de novos sucessos como 'E mo' e mo'' e 'Il sognatore'. Ao longo de sua trajetória, fez diversas aparições na televisão, incluindo sua última participação na edição de 2023 do Festival Sanremo.
Peppino Di Capri se tornou um símbolo da música italiana, mesclando tradições regionais com influências do rock e do pop internacional, sempre mantendo uma identidade única. Seu legado musical permanece vivo na memória coletiva, representando uma era de esplendor na música italiana.




