O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que deixou diretrizes para que as forças armadas norte-americanas realizem bombardeios contra o Irã em "níveis nunca vistos" se o regime islâmico cumprir a ameaça de assassinato contra ele. Durante uma entrevista ao New York Post, publicada nesta sexta-feira (10), Trump comentou: "Estou na lista deles há muito tempo. É com isso que estamos lidando". Ele acrescentou que as instruções são para bombardear o Irã "literalmente em níveis nunca vistos antes" caso algo aconteça com ele.
A declaração de Trump surge após o The Wall Street Journal relatar que Israel compartilhou informações com agências de inteligência dos Estados Unidos sobre os planos do Irã para matar o presidente americano. Em 2024, as autoridades dos EUA já tinham identificado intenções do regime islâmico de assassinar Trump, um desdobramento relacionado à morte de Qassem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica, em um ataque americano realizado em 2020, durante o primeiro mandato do republicano.
Ao ser questionado sobre o aviso de Israel noticiado pelo WSJ, Trump optou por não comentar diretamente, afirmando: "Não, não. Israel não avisou nada". A revelação sobre o plano iraniano foi divulgada na mesma semana em que Trump decidiu encerrar o cessar-fogo na guerra que começou em fevereiro com o regime islâmico, provocando uma nova escalada no conflito, que já havia visto trocas de ataques pontuais nas semanas anteriores.
Na mesma data, Trump utilizou sua conta na rede Truth Social para informar que o Irã havia solicitado a continuidade das negociações com os Estados Unidos. No entanto, ele enfatizou que os EUA deixaram claro ao Irã que o cessar-fogo "ACABOU!".




