O desmatamento na Amazônia brasileira registrou em 2023 seu menor nível no primeiro semestre desde que as medições começaram, em 2016. De janeiro a junho, foram desmatados 1.295 quilômetros quadrados, conforme dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (10). Essa queda de 38% é um indicativo da melhora na preservação da maior floresta tropical do planeta, especialmente desde o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva ao cargo de presidente.
Comparando com o ano anterior, 2022, que teve uma devastação de 3.998 km², o cenário atual representa uma significativa redução. Este ano, o desmatamento foi mais de três vezes menor que no período correspondente de 2022, o último ano do governo de Jair Bolsonaro. A gestão de Lula, que visa erradicar o desmatamento ilegal até 2030, parece estar cumprindo parte de suas promessas, especialmente após o pico de 10.278 km² em 2022.
Além da Amazônia, o Cerrado também apresentou números favoráveis, com um total de 3.142 km² desmatados, o que representa o menor índice desde 2021. Os dados refletem um esforço contínuo para reverter a degradação ambiental em áreas críticas do Brasil, destacando a importância de políticas eficazes na proteção dos biomas.
O presidente Lula, que busca reeleição em outubro, tem se esforçado para construir um histórico positivo em relação ao meio ambiente. Contudo, ele enfrenta críticas de ambientalistas devido ao apoio a projetos de exploração de petróleo em larga escala na costa da Amazônia. Essa contradição entre os esforços de preservação e a exploração de recursos naturais gera debates sobre a sustentabilidade das políticas ambientais em seu governo.
Com as eleições se aproximando, as questões ambientais se tornam cada vez mais centrais no discurso político, e o governo atual tem a responsabilidade de mostrar resultados concretos que atendam tanto às demandas de preservação quanto às necessidades econômicas do país.




