O Departamento de Estado dos EUA informou que a administração do presidente Donald Trump iniciou um processo para revogar a designação da Síria como Estado patrocinador do terrorismo. A decisão foi divulgada em um comunicado nesta quarta-feira (8) e será submetida ao Congresso dos Estados Unidos, que terá um período de pré-notificação de 45 dias para avaliar a medida.
De acordo com o Departamento de Estado, essa ação representa um passo significativo para proporcionar ao povo sírio a oportunidade de alcançar a grandeza. A aproximação do Governo Trump com o regime de Ahmed al-Sharaa, que liderou os rebeldes responsáveis pela derrubada da ditadura de Bashar al-Assad em 2024, é um fator central nesta mudança de política.
Recentemente, Trump se reuniu com al-Sharaa na Casa Branca em novembro e, mais recentemente, na cúpula da Otan, que ocorreu na Turquia. Essa nova dinâmica surge após uma ordem executiva emitida em junho de 2025, que já havia sinalizado um alívio nas sanções aplicadas à Síria.
O Departamento de Estado destacou que a revogação das sanções permitirá a revitalização do comércio e atrairá investimentos internacionais, criando condições propícias para a reconstrução da Síria. A expectativa é que isso inicie um novo capítulo para o povo sírio, promovendo a estabilidade e a paz na região, o que beneficiaria não apenas a Síria, mas também o mundo.
Entretanto, essa aproximação entre Trump e a nova administração síria gerou preocupações em Israel, que é considerado o principal aliado dos EUA no Oriente Médio. Durante um evento em Jerusalém, o ministro de Assuntos da Diáspora de Israel, Amichai Chikli, expressou que a nova aliança entre a Turquia de Recep Erdogan e a Síria de al-Sharaa representa uma ameaça maior do que o Irã.
Chikli afirmou que a era do império xiita, que incluía a Síria de al-Assad e o Hezbollah, está chegando ao fim, e que um novo eixo, formado pela Irmandade Muçulmana, está emergindo, envolvendo a Turquia, a Síria e o Catar.




