Na última quarta-feira (8), os Estados Unidos realizaram novos ataques no Irã, resultando na morte de ao menos nove militares iranianos. As operações ocorreram em cidades como Bushehr, Bandar Mahshahr e Bandar Abbas, conforme informaram as forças de segurança do Irã e o Comando Central dos EUA.
Dentre os mortos, oito pertenciam às Forças Aéreas e Navais do Irã, que foram abatidos em Bandar Abbas e Bushehr "enquanto defendiam o país", segundo comunicado das Forças Armadas. Além disso, a Guarda Revolucionária confirmou a morte de um de seus membros em Bandar Mahshahr, em um confronto com drones que seriam de origem americana.
Os ataques dos EUA foram uma resposta a ações do Irã que, há pouco tempo, atacou três embarcações comerciais que transitavam pelo estreito de Ormuz. Em retaliação, o Irã bombardeou bases americanas em diferentes países da região do golfo Pérsico.
Antes das ofensivas, os Estados Unidos também revogaram a autorização para a venda de petróleo iraniano nos mercados internacionais, uma ação que se seguiu aos ataques às embarcações no estreito de Ormuz.
O presidente Donald Trump declarou o fim do memorando de entendimento firmado com o Irã em 17 de junho, que visava pôr um fim ao conflito, e alertou sobre a possibilidade de novos ataques na noite de quarta-feira.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os ataques americanos, a revogação da autorização de venda de petróleo e a violação dos acordos de Ormuz comprometeram aspectos essenciais do memorando anteriormente assinado.




