O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última quarta-feira (8) que o Memorando de Islamabad, que estendia o cessar-fogo com o Irã por 60 dias, foi encerrado. Durante a cúpula da Otan, realizada em Ancara, na Turquia, Trump afirmou que as negociações com o regime iraniano são uma "perda de tempo".
O Memorando de Islamabad, assinado em 17 de agosto, tinha como objetivo estabelecer diretrizes para o fim do conflito iniciado em 28 de fevereiro, com a expectativa de que um acordo definitivo fosse alcançado em dois meses. No entanto, a relação entre os dois países se deteriorou nas últimas semanas, em meio a trocas de ataques, especialmente relacionados ao controle das rotas de navegação no Estreito de Ormuz.
Na terça-feira (7), os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos iranianos e reimpuseram sanções ao petróleo do Irã, após o regime islâmico ter atacado embarcações comerciais na região. Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou ter atacado posições militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait.
Trump, em suas declarações, descreveu os líderes do Irã como "gente maligna e doente", além de se referir a eles como "escória" e "negociadores sujos". Embora tenha mencionado que as partes poderiam continuar dialogando, ele indicou que novos ataques contra o Irã são esperados. "Temos de nos livrar desse câncer. E sabem o que deve ser feito? É preciso extirpar o câncer logo no início. É assim que eu penso", afirmou.
Em contrapartida, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, criticou Trump em uma postagem no X, mencionando a Copa do Mundo de futebol e ressaltando as restrições impostas aos jogadores iranianos. Pezeshkian afirmou que a postura do governo dos EUA, como anfitrião do evento, reflete sua política externa habitual, caracterizada por burlas e intimidações. "O Irã rejeita tais jogos. Defendemos firmemente os nossos direitos", concluiu o presidente iraniano.




