Na segunda-feira, 6 de março de 2026, Cuba sofreu um apagão significativo, resultando na desconexão total do Sistema Elétrico Nacional (SEN) às 12h17, horário local, equivalente a 13h17 em Brasília. Este evento marca o terceiro blecaute geral no país em 2026 e o oitavo desde o início de 2025.
A recuperação do SEN está ocorrendo lentamente, com um procedimento complexo que pode demandar dias para ser finalizado. Para restabelecer a energia, o país está utilizando fontes de arranque simples, como energia solar, hidrelétricas e motores de geração, que abastecem pequenas regiões. Gradualmente, essas áreas vão sendo interligadas, permitindo uma recuperação mais ampla do sistema.
O foco principal dessa estratégia é garantir energia suficiente para as centrais termelétricas, que são fundamentais para a produção de eletricidade em Cuba. A ideia é que, uma vez reiniciadas as operações dessas centrais, a geração de energia possa ser ampliada para atender à demanda nacional.
Em março, Cuba já havia enfrentado dois apagões em menos de uma semana, também provocados pela desconexão do SEN. Essa situação se agrava com a pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, que, sob a administração do presidente Donald Trump, ameaçou impor tarifas sobre o petróleo enviado à ilha, alegando que Cuba abriga bases militares de adversários dos EUA.
Além disso, as sanções econômicas contra o regime cubano têm sido intensificadas, com a retórica de que a ilha pode ser o próximo alvo de ações militares americanas, após as intervenções na Venezuela e no Irã. Em um contexto mais recente, o ex-ditador Raúl Castro foi indiciado por mortes de ativistas cubano-americanos, ocorridas em 1996.
Em uma entrevista ao jornal USA Today, Raúl Rodríguez Castro, neto e assessor de Raúl Castro, expressou sua disposição para negociar com representantes designados pelos Estados Unidos, incluindo Donald Trump, visando um acordo entre os dois países.




