O empresário Paulo Figueiredo anunciou nesta segunda-feira (6) que não participará do Comitê da Seção 301 do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O encontro está agendado para terça-feira, e Figueiredo justificou sua decisão afirmando que deseja dar mais espaço ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em sua declaração, Figueiredo expressou confiança de que o senador irá se destacar e representar bem os interesses brasileiros. Em vez de comparecer pessoalmente, ele optou por enviar uma contribuição escrita, na qual propõe que os Estados Unidos reativem a aplicação da Lei Magnitsky a “alvos direcionados”.
A investigação conduzida pelo USTR se debruça sobre as políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, à proteção da propriedade intelectual, à produção de etanol, ao desmatamento ilegal e ao combate à corrupção. Figueiredo, que reside nos EUA e enfrenta sanções e processos no Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente por ações do ministro Alexandre de Moraes, argumentará que a imposição de “tarifas generalizadas” seria um erro estratégico.
O empresário irá solicitar que o governo americano inclua novamente o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci, na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, além do decano do STF, Gilmar Mendes. Figueiredo destaca o papel de Mendes como um dos principais apoiadores de Moraes no tribunal, enfatizando sua influência no desmantelamento da Operação Lava Jato.
Figueiredo alega que a aplicação da Lei Magnitsky seria uma resposta necessária diante das posturas ideológicas que prejudicam o Brasil nas relações comerciais com os EUA. Flávio Bolsonaro, por sua vez, também expressou sua posição sobre as sobretaxas, argumentando que estas favorecem o governo de Luiz Inácio Lula, que estaria mais interessado em postergar negociações do que resolvê-las.
O senador declarou em Washington que sua intenção é defender o sistema de pagamentos Pix, criado durante a administração de Bolsonaro, que, segundo ele, tem promovido a inclusão financeira de milhões de brasileiros. Flávio Bolsonaro argumenta que as atuais sobretaxas poderiam ser uma estratégia deliberada do governo petista para provocar retaliações comerciais contra empresas brasileiras, ressaltando a necessidade de uma postura mais firme nas negociações com os EUA.




