O presidente do Paraguai, Santiago Peña, fez acusações ao governo chinês, afirmando que este estaria financiando veículos de comunicação com o intuito de atacar sua administração. Durante uma coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (3), Peña indicou que essa ação seria uma retaliação ao reconhecimento de Taiwan como uma nação soberana, fator que tem contribuído para a crescente tensão entre Assunção e Pequim.
Peña destacou que o regime ditatorial da China, sob a liderança de Xi Jinping, tem exercido uma "enorme pressão" sobre as instituições públicas paraguaias. O presidente, que pertence a um governo de direita, também alertou sobre a possibilidade de que grupos empresariais locais possam seguir suas próprias agendas, admoestando-os a não se tornarem "simplesmente porta-vozes de outros governos".
As relações entre o Paraguai e a China se tornaram ainda mais tensas nesta semana, quando o ministro das Relações Exteriores paraguaio, Rubén Ramírez, declarou que o país estaria aberto a estabelecer relações comerciais com a China. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores de Pequim afirmou que o Paraguai deveria se posicionar no "lado certo da história" antes de avançar em negociações comerciais.
A troca de declarações entre os dois países reflete um ambiente diplomático conturbado, onde as questões de reconhecimento internacional e interesses comerciais se entrelaçam. A situação atual levanta preocupações sobre o futuro das relações diplomáticas entre o Paraguai e a China, especialmente em um cenário onde a influência de Pequim na América Latina continua a crescer.
As acusações de Peña ressaltam a complexidade das relações internacionais na região, onde países buscam equilibrar suas alianças e interesses econômicos. A posição do Paraguai em relação a Taiwan, assim como sua disposição para dialogar com a China, pode ter consequências significativas para a política externa do país nos próximos anos.




