Keiko Fujimori, representante da direita e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, foi oficialmente declarada presidente eleita do Peru nesta sexta-feira (2). A confirmação ocorreu quase um mês após a realização do segundo turno das eleições, onde a candidata conservadora superou o esquerdista Roberto Sánchez por uma diferença de apenas 49.641 votos.
O anúncio foi feito pelo Conselho Nacional Eleitoral (JNE), a autoridade máxima responsável pela supervisão das eleições no país. A proclamação dos resultados foi aprovada apesar das tentativas de Sánchez de contestar o resultado, alegando, sem apresentar provas, a ocorrência de fraude eleitoral e pedindo a anulação dos votos emitidos no exterior, onde ele obteve uma quantidade significativa de apoio.
Os números finais revelaram que Fujimori obteve 50,135% dos votos válidos, totalizando 9.223.396 votos, enquanto Sánchez ficou com 49,865%, somando 9.173.755 votos. Com a declaração oficial, o processo eleitoral chega ao seu fim, não havendo possibilidade de reversão desses resultados.
A próxima etapa será a entrega das credenciais a Fujimori, marcada para o dia 15 de julho, em uma cerimônia no Gran Teatro Nacional, em Lima. A posse da nova presidente está agendada para 28 de julho, coincidentemente o Dia da Independência do Peru, quando Fujimori iniciará seu mandato de cinco anos, com Luis Galarreta como primeiro vice-presidente e Miguel Torres como segundo vice-presidente.
Este retorno do fujimorismo ao poder acontece quase 26 anos após a renúncia de Alberto Fujimori, que deixou o cargo em meio a um escândalo de corrupção, após ser reeleito para um terceiro mandato em 2000. Keiko Fujimori, que já havia se candidatado anteriormente, finalmente alcançou a vitória em sua quarta tentativa, após ter perdido nas três eleições anteriores para os candidatos Ollanta Humala, Pedro Pablo Kuczynski e Pedro Castillo.
As disputas anteriores foram decididas por margens estreitas, com as duas últimas eleições definidas por 42.000 e 44.000 votos, tornando este o terceiro pleito consecutivo decidido por menos de 50.000 votos em um país com uma população de mais de 33 milhões e 27,3 milhões de eleitores registrados.




