Neste final de semana, o candidato de esquerda Roberto Sánchez organizou uma marcha pelas ruas de Lima, exigindo "justiça eleitoral" em resposta ao resultado das eleições que favoreceu a direita. Durante o ato, ele declarou que irá buscar apoio de organismos internacionais para garantir um processo de contagem de votos mais transparente, embora não tenha revelado quais organismos pretende acionar.
Sánchez, que se posicionou como representante da esquerda nas eleições, já havia afirmado que não aceitaria o resultado oficial, que deve ser divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (JNE) até o dia 3 de julho. A manifestação, promovida pelo partido Juntos pelo Peru, percorreu diversas ruas do centro histórico de Lima, com palavras de ordem como "abaixo o pacto com a máfia" e "o povo unido jamais será vencido".
No dia 23, o candidato alegou, sem apresentar evidências, a ocorrência de "fraude no desenvolvimento" das eleições e reafirmou que não reconhecerá Keiko Fujimori, representante da direita e líder do partido Fuerza Popular, como a nova presidente do país. Além disso, ele comunicou que processou sua oponente e autoridades eleitorais peruanas sob a mesma acusação de fraude.
A mobilização da esquerda visa, principalmente, apresentar suas reivindicações a organismos internacionais, ainda sem especificar quais, na tentativa de bloquear a posse de Fujimori como vencedora das eleições. Essa ação ocorre em um momento de tensão política no Peru, refletindo a polarização existente entre os grupos de esquerda e direita no país.




