A Polícia Civil investiga a morte de Maria do Carmo de Souza, de 66 anos, encontrada sem vida na manhã deste domingo (28) em uma propriedade rural localizada em Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande. O caso foi registrado como feminicídio, sendo este o 13º do ano em Mato Grosso do Sul, e as autoridades buscam identificar o responsável pelo crime.
A situação foi relatada após um dos filhos da vítima, de 47 anos, receber uma mensagem informando que sua mãe estava caída no imóvel. Ao chegar ao local, ele confirmou a morte e acionou a Polícia Militar por meio de um irmão, já que não havia sinal de telefonia celular na área. Ao chegarem, os policiais encontraram Maria do Carmo no chão, sem sinais vitais e com muito sangue ao redor do corpo. A cena do crime foi preservada até a chegada dos investigadores e peritos da Polícia Civil.
Durante a perícia, foi encontrada uma espingarda adaptada para calibre .22 dentro da residência. A arma foi apreendida e a ocorrência foi registrada por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, mas a polícia ainda não esclareceu se a arma está relacionada ao homicídio.
Maria do Carmo residia sozinha em um lote no Setor Chácaras, na zona rural de Naviraí. Seu filho relatou que costumava visitá-la diariamente, o que demonstra a preocupação com a mãe.
Um vizinho de 63 anos, que também fez um depoimento, afirmou ter ouvido uma motocicleta se aproximar da casa de Maria do Carmo por volta das 23h30 de sábado (27). Segundo o relato, um homem entrou na residência e iniciou uma discussão com a vítima, pressionando-a e chutando o portão lateral da casa. O vizinho, preocupado com o silêncio, enviou várias mensagens para saber se ela estava bem, mas não obteve resposta.
Na manhã seguinte, inquieto, o vizinho foi até a casa e encontrou Maria do Carmo já sem vida. Ele então avisou os filhos e outros familiares sobre a situação. O homem também informou aos policiais que frequentemente via um suspeito frequentando a residência da vítima, descrevendo-o como moreno, magro e de baixa estatura, que costumava chegar em uma motocicleta Honda Titan verde. O vizinho mencionou suspeitar que o indivíduo mantinha um relacionamento com a vítima, e os filhos de Maria do Carmo relataram que ele trabalhava como borracheiro.




