A Polícia Militar do Estado de São Paulo prendeu os suspeitos acusados de participarem do ataque contra o tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos. O incidente ocorreu no sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, e é tratado pelas autoridades como uma tentativa de execução.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o oficial estava parado em sua motocicleta em um semáforo quando os criminosos chegaram em uma moto vermelha com placa do Rio de Janeiro. Eles emparelharam com a vítima e realizaram diversos disparos. Após o ataque, Ronickson recebeu atendimento no local e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transportado pelo helicóptero Águia até o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, demonstrou profunda indignação em relação ao atentado e determinou que as forças de segurança priorizassem a identificação e prisão dos responsáveis. Em suas redes sociais, Tarcísio prestou solidariedade à família do tenente e afirmou que o Estado não recuará no combate à criminalidade, ressaltando que ataques a policiais representam uma ameaça a toda a sociedade.
O tenente passou por uma cirurgia neurológica delicada logo após o atentado. A equipe médica e a PM informaram que, apesar do quadro de saúde ser considerado grave, o paciente se encontra estável e não apresentou piora após o procedimento.
Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, que foi vítima do sequestro mais longo da história de São Paulo, em outubro de 2008. Na ocasião, Lindemberg Alves invadiu o apartamento da jovem em Santo André, mantendo-a refém, junto com outros três adolescentes, por cerca de 100 horas. O desfecho do caso ocorreu após a invasão do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), resultando na morte de Eloá, que tinha apenas 15 anos, atingida por disparos feitos pelo sequestrador.




