Mato Grosso do Sul (MS) ocupa a 9ª posição no ranking nacional em relação ao número de empresas e operadores que utilizam drones na agricultura, totalizando 138 registros ativos, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. O estado conta ainda com 228 aeronaves remotamente pilotadas, refletindo uma tendência crescente de modernização no agronegócio brasileiro.
São Paulo lidera essa lista com 425 registros, seguido por Mato Grosso, que possui 375, e Minas Gerais, com 355. Outras unidades da federação que se destacam incluem Santa Catarina (257), Rio Grande do Sul (240), Espírito Santo (214), Paraná (212) e Roraima (153). A incorporação da chamada "agro 4.0", que envolve a digitalização e a utilização de tecnologias como drones e inteligência de dados, já é uma realidade em várias propriedades rurais do MS.
A utilização de drones no agronegócio tem proporcionado ganhos significativos em produtividade, redução de custos e otimização do tempo dos produtores. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) ressalta que o estado possui fatores que favorecem a rápida adoção dessa tecnologia, incluindo grandes extensões de lavoura mecanizada e uma expressiva atividade pecuária. Além disso, a redução do custo operacional em comparação à pulverização aérea convencional tem contribuído para a popularização do uso de drones.
O suporte técnico é outro aspecto importante, com a Famasul destacando a atuação dos Sindicatos Rurais em parceria com o Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), que capacita operadores em um ritmo que atende à demanda do setor. Desde o início de 2022 até 2026, o Senar-AR/MS realizou 1.220 turmas de capacitação em 72 municípios, alcançando 91% do território sul-mato-grossense, com uma média de uma turma por dia útil.
A regulamentação das operações de drones no Brasil foi iniciada em setembro de 2021, com a publicação da Portaria nº 298, que estabelece diretrizes para a operação de aeronaves destinadas à aplicação de insumos agrícolas. Essa norma foi criada para garantir a segurança e a eficiência no uso desses equipamentos, incluindo a exigência de que os operadores sejam qualificados e possuam um curso específico de aplicador aeroagrícola remoto. Em algumas situações, a presença de um responsável técnico, como um engenheiro agrônomo, também é obrigatória para coordenar as atividades.
Com essa nova realidade, a utilização de drones se consolida como uma ferramenta essencial para a gestão e o monitoramento da produção rural, permitindo identificar pragas, falhas de plantio e acompanhar o desenvolvimento das culturas com maior precisão.




