Um estudo geológico recente, datado de 2026, trouxe novas evidências sobre o transporte da Pedra do Altar de Stonehenge, localizada na Inglaterra. De acordo com a pesquisa, o bloco de seis toneladas foi transportado por humanos da Escócia há aproximadamente 4.500 anos, desafiando a ideia antiga de que as geleiras teriam sido responsáveis por seu deslocamento.
A Pedra do Altar se destaca das demais rochas que compõem o monumento, uma vez que sua origem está na Bacia de Orcadian, no nordeste da Escócia. Isso implica que a pedra percorreu uma distância mínima de 700 quilômetros até a planície de Salisbury, onde Stonehenge foi erguido. A pesquisa utilizou modelos computacionais para simular o movimento de geleiras durante a última Era do Gelo, revelando que as correntes de gelo se deslocaram em direção oposta a Stonehenge ou para regiões atualmente submersas.
Os cientistas não encontraram evidências de um caminho de gelo que pudesse ter levado a pedra naturalmente para o sul da Grã-Bretanha. Embora o método exato de transporte permaneça desconhecido, acredita-se que a operação foi bastante complexa e pode ter levado vários anos. É possível que o bloco tenha sido movido tanto por terra quanto por água, com o uso de embarcações ao longo da costa e dos rios da região.
O esforço envolvido na movimentação da Pedra do Altar sugere que as populações da Idade da Pedra possuíam um nível de tecnologia e organização social muito mais avançado do que se supunha anteriormente. Pesquisadores indicam que a escolha da pedra não foi acidental, mas sim carregada de significados culturais ou religiosos, evidenciando um valor simbólico único que refletia a importância da rocha para os construtores de Stonehenge.
Esse feito monumental demonstra que a Grã-Bretanha pré-histórica não era composta por comunidades isoladas. O transporte de uma pedra de tal distância requereria cooperação e conexões entre grupos separados, indicando uma rede social e cultural bem estabelecida muito antes do surgimento das grandes civilizações europeias. A pesquisa abre novas perspectivas sobre a complexidade das interações sociais na pré-história da região.




