O embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, expressou preocupações sobre a situação entre Israel e Líbano, afirmando que ambos os países estão "caminhando rumo a um desastre". O alerta foi feito no início da quinta rodada de negociações que ocorre em Washington, D.C., com a participação de representantes dos dois países.
Leiter enfatizou que a presença do Hezbollah no Líbano, em conjunto com a influência do Irã, representa uma ameaça significativa à meta do governo Donald Trump de estabelecer um acordo de paz abrangente entre Israel e Líbano, nações que nunca mantiveram relações diplomáticas. O embaixador destacou que o memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Irã prevê um cessar-fogo completo no Líbano, o que poderia, na prática, proteger a presença do Hezbollah no país.
Recentemente, o Irã adiou novas negociações com os EUA em virtude dos ataques israelenses no Líbano, o que permite a Teerã aumentar sua pressão na região. Leiter afirmou que é essencial que o Irã se afaste do Líbano, ressaltando que a soberania do governo libanês deve ser exercida plenamente. "Soberania significa que o Irã não pode mais estar envolvido no Líbano nem exercer influência maligna sobre o país", afirmou.
Durante as negociações em andamento entre os Estados Unidos e o Irã, ficou acordado o estabelecimento de uma "célula para evitar conflito", com a intenção de garantir o cessar-fogo no Líbano. Contudo, Israel não está incluído nesse mecanismo, e Leiter considerou que essa iniciativa não é necessária. "Israel não está em conflito com o Líbano; portanto, o desconflito não é a questão. Tudo o que é necessário é coordenação com o Líbano", declarou o embaixador.
As discussões entre Israel e Líbano estão programadas para se estender por três dias, abrangendo tanto as esferas política quanto militar. A continuidade das negociações é vista como um passo crucial para evitar a escalada de tensões na região.




