A UEFA optou por não seguir a tendência da FIFA e rejeitou a implementação das polêmicas pausas de hidratação obrigatórias em partidas de futebol. Enquanto a FIFA estabeleceu que as paradas de três minutos, realizadas no meio de cada tempo, são obrigatórias em todas as partidas da Copa do Mundo, independentemente das condições climáticas, a entidade europeia decidiu por um caminho diferente.
Para a Euro 2028, a UEFA anunciou que as interrupções só serão permitidas em casos em que as temperaturas superem 32°C, não havendo paradas programadas como padrão. Essa decisão reflete uma clara posição contrária à abordagem da FIFA, que tem enfrentado críticas tanto de torcedores quanto de jogadores.
Nos estádios, a insatisfação do público tem sido evidente, com vaias ocorrendo em locais como a Inglaterra e a Croácia, onde muitos torcedores consideram as pausas desnecessárias. Além disso, jogadores e treinadores têm se manifestado contra as interrupções, argumentando que elas parecem mais voltadas para interesses comerciais do que para a saúde dos atletas.
Os números corroboram essa percepção, uma vez que relatos indicam que apenas a FOX, emissora nos EUA, poderia arrecadar mais de US$ 250 milhões adicionais com os anúncios veiculados durante essas pausas. A UEFA, ao evitar interrupções que não sejam justificadas por condições climáticas, busca preservar o fluxo do jogo e honrar a experiência do torcedor.
A decisão da UEFA pode ser vista como uma tentativa de manter o foco no esporte, evitando exageros que possam desvirtuar a essência do futebol. A medida reflete uma compreensão de que a manutenção do ritmo e da dinâmica do jogo é crucial para a satisfação dos fãs e para o respeito à tradição do esporte.




