Maracaju e o handebol de Mato Grosso do Sul terão representantes No Mundial Universitário de Handebol, que ocorrerá entre os dias 21 e 27 de junho em Pessac/Bordeaux, na França. As atletas Karen Mizuno e Rainnye Rodrigues foram convocadas para integrar a seleção brasileira na competição, considerada uma das mais relevantes do calendário esportivo universitário mundial, organizada pela FISU (Federação Internacional do Esporte Universitário).
A trajetória de Karen e Rainnye teve início na infância, em Maracaju, mediante o projeto Gol de Mão. Esta iniciativa foi concebida pelo professor Girrés Frances de Souza Braga, em colaboração com a Primeira Igreja Batista do município. Girrés recorda que as jovens começaram a praticar o handebol aos seis anos, enquanto ele lecionava na escola onde ambas estudavam. "Após sair da escola, conversei com o pastor Hudson da Primeira Igreja Batista para criar o projeto, pois a quadra da igreja era adequada para as atividades", relembrou o professor.
O desenvolvimento das atletas ao longo dos anos foi notável. Rainnye teve uma passagem por Cascavel (PR) antes de se transferir para Santa Catarina. Ambas realizaram testes em Concórdia (SC), onde jogaram por quatro anos e solidificaram suas carreiras, culminando na sua atual equipe em Criciúma (SC).
A seleção brasileira assegurou a vaga No Mundial após conquistar o título dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) de 2025, que ocorreram em Natal (RN). A equipe feminina da Unesc, ao vencer a competição, garantiu a oportunidade de representar o Brasil no torneio internacional. No Mundial, o Brasil enfrentará adversárias de peso, incluindo seleções da China, República Checa, França, Alemanha, Holanda, Polônia e Espanha.
A coordenação da delegação brasileira ficará a cargo da FCDU (Federação Catarinense do Desporto Universitário), sob a presidência de Antônio Manoel Rebelo. Além da convocação para o Mundial, o projeto Gol de Mão celebrou recentemente outra conquista: a atleta Rebeca Cavalcante, com apenas 14 anos, foi chamada para a fase de treinamentos da seleção brasileira cadete, atualmente jogando por Concórdia.
Para Girrés, observar o sucesso das atletas é uma fonte de orgulho e satisfação. "É muito especial saber que você faz parte de tudo isso. De alguma forma, você ajudou na vida delas, na formação delas. É muito gratificante", comentou. Karen e Rainnye não apenas buscam obter resultados em quadra, mas também têm a responsabilidade de representar o Brasil e inspirar estudantes-atletas que equilibram a vida acadêmica com o esporte de alto rendimento. A convocação destaca a força do handebol sul-mato-grossense nas instituições de ensino e a importância dos projetos de base na formação de talentos para o cenário internacional.




