O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, está em desacordo com uma ordem judicial que o impede de realizar propaganda eleitoral e de emitir comentários sobre os candidatos no segundo turno das eleições presidenciais. Os candidatos em questão são Iván Cepeda, que conta com o apoio de Petro, e Abelardo de la Espriella.
A medida foi determinada pela juíza Anny Carolina Goenaga Peláez, da 29ª Vara do Trabalho do Circuito de Medellín, após uma ação judicial movida por Juan Diego Ríos Rojas. A decisão proíbe Petro de utilizar recursos, bens e canais associados à presidência, incluindo seu perfil no X, para disseminar mensagens que possam favorecer ou desfavorecer os candidatos.
Apesar da determinação, Petro não se mostrou disposto a cumprir a ordem judicial. Na quarta-feira, dia 17, em um discurso na Universidade de Antioquia, ele fez alusões indiretas a Espriella, insinuando que o candidato de direita tem vínculos com narcotraficantes e paramilitares. "Parece que os narcotraficantes agora estão contando com os paramilitares, porque qualquer um que tenha lido minhas investigações sabe de onde vem o famoso cidadão dos Estados Unidos que quer ser presidente da Colômbia e que me acusa", afirmou o presidente.
Na semana anterior, a deputada Gloria Arizabaleta, que preside a Comissão de Acusações e Investigações da Câmara dos Representantes, solicitou o afastamento temporário de Petro até a realização do segundo turno, que está agendado para o próximo domingo, dia 21. A deputada argumentou que o presidente estaria interferindo no processo eleitoral.
Entretanto, a Procuradoria-Geral da Colômbia decidiu suspender Arizabaleta, e, assim, o afastamento de Petro não foi efetivado. A situação levanta questões sobre a conduta do presidente e seu comprometimento com as normas eleitorais estabelecidas pela Justiça da Colômbia.




