O grupo terrorista Estado Islâmico divulgou um chamado para que seus membros realizem ataques em diversas cidades dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. A convocação foi publicada no jornal de propaganda al-Naba, que é vinculado à organização.
Na publicação, o Estado Islâmico destacou cidades americanas que sediarão jogos do torneio e incitou os chamados "lobos solitários" a atacarem multidões. Os métodos sugeridos incluem o uso de facas, atropelamentos e incêndios, visando torcedores e áreas com grande concentração de público.
O evento esportivo foi descrito pelo grupo como uma “oportunidade” para que ataques sejam realizados contra grandes aglomerações. Além disso, o Estado Islâmico criticou o torneio, alegando que o esporte desvia a atenção dos fiéis de sua religião.
A Copa do Mundo deste ano está sendo realizada nos EUA, no Canadá e no México, sendo considerada a maior edição da história, com a participação de 48 seleções. Esta edição também possui um número recorde de partidas, totalizando 104, das quais 78 ocorrerão nos Estados Unidos, enquanto o Canadá e o México sediarão 13 jogos cada.
Uma análise realizada pelo think tank Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) revela que eventos esportivos de grande porte atraem a atenção de grupos terroristas devido à visibilidade global que proporcionam. Em maio, a organização indicou que o principal risco para a Copa deste ano seria a possibilidade de ataques perpetrados por indivíduos radicalizados ou pequenos grupos, com foco em alvos vulneráveis próximos aos jogos.
Os alvos em potencial mencionados incluem áreas onde torcedores se reúnem, filas de acesso aos estádios, corredores de transporte público, além de hotéis, bares e restaurantes nas proximidades dos locais das partidas.




