O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul implementa ações voltadas à preservação do Pantanal, a maior planície alagável do mundo, por meio do programa PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação). Esta iniciativa busca incentivar a restauração ecológica e promover práticas sustentáveis em propriedades rurais localizadas no bioma. O programa é parte da estratégia do PSA Bioma Pantanal, que é inédito no Brasil e é dividido em dois subprogramas: além do PSA Conservação, existe o PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas).
O PSA Conservação é direcionado a proprietários rurais que mantêm áreas de vegetação nativa além do que é exigido por lei, remunerando suas ações de preservação. Entre os beneficiados, está Diego Vieira, que gerencia a fazenda Jaguarte, na Serra do Amolar. Esta propriedade tem foco na proteção da fauna silvestre e na promoção do bem-estar das comunidades locais. Vieira destaca a importância do programa, afirmando que o PSA ajuda a compensar os custos relacionados à conservação e incentiva a proteção dos recursos naturais.
Antes de aderir ao PSA, Vieira e outros produtores já buscavam equilibrar a conservação ambiental com o uso sustentável de suas terras. A remuneração do programa possibilitou a ampliação desse compromisso, permitindo que ações essenciais para a proteção ambiental fossem financeiramente apoiadas. Um exemplo disso é o custeio para a construção e manutenção de aceiros, uma prática importante realizada pela Brigada Comunitária da Serra do Amolar.
O programa foi regulamentado pelo Decreto Estadual n° 16.556, de 6 de fevereiro de 2025, e conta com um aporte anual de R$ 40 milhões do Governo do Estado. Este fundo tem como objetivo promover o Desenvolvimento Sustentável do Pantanal, gerenciando as operações financeiras dos programas de PSA e apoiando iniciativas de conservação.
No âmbito do PSA Brigadas, foram investidos aproximadamente R$ 6,1 milhões em 13 projetos de sete ONGs que atuam em ações integradas de Desenvolvimento Sustentável. Esses projetos visam melhorar a qualidade de vida das comunidades que habitam o Pantanal, promovendo a educação ambiental e a conscientização sobre o uso do fogo. O primeiro edital do PSA Brigadas recebeu 28 propostas, com 17 delas sendo classificadas e recebendo até R$ 500 mil, provenientes do Fundo Clima Pantanal, para ações de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais dentro do bioma.
Com iniciativas como o PSA Conservação e o PSA Brigadas, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul busca não apenas proteger a biodiversidade do Pantanal, mas também valorizar economicamente os produtores que se comprometem com a conservação e a sustentabilidade da região.




