A advogada Tayla Campos Weschenfelder, que representa investidores em 11 ações judiciais contra o GRUPO ICA, protocolou uma notícia-crime na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Dourados na última quarta-feira, dia 17. A ação foi motivada por ataques, difamações e intimidações alegadamente promovidas por representantes da fintech, que é acusada de inadimplemento em obrigações financeiras. No documento, Tayla solicita a abertura de investigação sobre as condutas dirigidas a ela e a seus clientes.
Os investidores denunciam que a ICA Bank Soluções Financeiras, parte do GRUPO ICA, teria apresentado propostas de investimentos que prometiam rentabilidade fixa mensal superior a 2% e devolução integral do capital após 12 meses. Contudo, muitos afirmam que não conseguiram resgatar os valores aplicados ou que a remuneração foi interrompida em abril. A advogada destaca que várias medidas de urgência foram deferidas pela Justiça em favor dos investidores, visando a preservação patrimonial da empresa para garantir a possibilidade de ressarcimento.
Após a judicialização dos casos, Tayla começou a receber relatos de abordagens a clientes. MENSAGENS enviadas por aplicativo indicavam tentativas de desacreditar sua atuação, com afirmações de que ela estaria “passando o terror” e advertências de que, se prosseguissem com a ação, ficariam “sete anos sem receber o dinheiro”. Essas comunicações foram interpretadas como uma forma de coação.
O caso envolve atualmente 12 ações judiciais em Dourados, onde investidores que aplicaram R$ 5 milhões no GRUPO ICA alegam ter sido vítimas de calote. As ACUSAÇÕES contra a empresa incluem a realização de sucessivas alterações societárias, a mais recente sendo a criação de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), que, segundo a defesa dos investidores, seria uma estratégia para forçar o perdão das dívidas.
Além das queixas sobre descumprimento contratual, uma outra notícia-crime apresentada à Polícia Civil aponta indícios de estelionato na forma de pirâmide financeira e crimes contra o sistema financeiro nacional, sugerindo a possibilidade de milhares de vítimas em diversos estados do Brasil. A situação levanta preocupações sobre a proteção dos direitos dos investidores e a integridade do sistema financeiro, especialmente no contexto de um Estado Democrático.




