Nesta quinta-feira (18), Moscou foi alvo de um ataque de dezenas de drones da Ucrânia, que atingiram pela segunda vez nesta semana a refinaria de petróleo da capital russa. O governo ucraniano afirma que a ação demonstra suas capacidades em expansão e visa pressionar a Rússia a entrar em um acordo de paz.
Um vídeo que circula nas redes sociais registrou o momento da explosão na refinaria situada no distrito de Kapotnya, uma área densamente povoada e vital para o abastecimento de petróleo da cidade. A autenticidade do vídeo foi confirmada por meio de comparações com imagens de satélite e arquivos da região.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, relatou que o ataque foi confirmado, destacando a interceptação de diversos drones. Ele mencionou que a defesa aérea conseguiu abater 180 desses veículos apenas nos arredores de Moscou, enquanto o Ministério da Defesa da Rússia declarou que 555 drones foram eliminados em todo o país. A agência de notícias estatal TASS classificou o ataque como um dos mais significativos do ano.
Sobyanin também informou que um shopping center nas proximidades sofreu danos menores devido ao ataque. Essa intensificação dos ataques aéreos ocorre mais de quatro anos após o início da invasão em grande escala da Rússia, com a Ucrânia aumentando suas ofensivas contra a infraestrutura energética russa.
A Ucrânia, que se destaca por suas capacidades de ataque com drones de longo alcance, acredita que essas ações estão alterando o curso da guerra em seu favor, trazendo um novo impulso para negociações de paz com Moscou. O ataque anterior à refinaria, ocorrido na terça-feira, já havia paralisado as operações no local, intensificando os danos à infraestrutura energética russa.
Em resposta à crescente escassez de gasolina resultante dos ataques, a Rússia, que ocupa a terceira posição entre os maiores produtores de petróleo do mundo, planeja importar combustível por via marítima neste mês, conforme relatado por fontes da indústria. Essa situação reflete a gravidade do impacto que os ataques ucranianos têm causado na capacidade de produção e distribuição de petróleo da Rússia.




