Um fundo no valor de US$ 300 bilhões (equivalente a R$ 1,53 trilhão) foi destacado como uma das principais ferramentas econômicas no acordo de paz que está sendo negociado entre os Estados Unidos e o Irã. A informação foi divulgada por uma agência de notícias nesta terça-feira (16), que detalhou que o fundo será utilizado para investimentos em setores como energia, logística, transporte, indústria e infraestrutura.
Os recursos para o fundo serão provenientes de empresas privadas e investidores oriundos dos EUA, de países do Golfo, da Ásia, da América do Sul e da África. Importante ressaltar que não haverá participação de governos, ajuda financeira estatal, indenizações de guerra ou doações públicas no financiamento desse fundo. Mais da metade do total, ou seja, acima de US$ 150 bilhões (R$ 768 bilhões), já teria sido assegurada por meio de promessas de investimento.
Conforme informações de uma fonte familiarizada com as negociações, o fundo foi concebido para facilitar a formalização do acordo final. O lançamento do plano ainda não foi oficialmente anunciado e deverá ocorrer apenas se o pacto definitivo for assinado. A expectativa é que essa assinatura aconteça na próxima sexta-feira (19).
A criação do fundo foi uma resposta a um pedido inicial do Irã por US$ 400 bilhões (R$ 2,4 trilhões) em compensações por danos decorrentes da guerra. Os Estados Unidos rejeitaram essa proposta, levando à formulação de uma alternativa que visa atrair investimentos ao país por meio de um mecanismo privado.
O fundo deverá receber a denominação de Fundo de Reconstrução e Desenvolvimento. Apesar do nome, a fonte ressaltou que não se trata de um programa estatal de reconstrução, mas sim de uma estrutura privada destinada a financiar projetos no Irã. Essa proposta está inserida no acordo que foi anunciado no final de semana, com o objetivo de pôr fim ao conflito, suspender o bloqueio naval dos EUA ao Irã e reabrir o Estreito de Ormuz.




