A Copa do Mundo deste ano tem chamado a atenção dos fãs não apenas pelas partidas, mas também por um detalhe inusitado nas mangas esquerdas das camisas de diversos jogadores: pequenos patches especiais. A FIFA não divulgou detalhes sobre como esses remendos estão sendo distribuídos, mas há indícios de que se tornarão itens de colecionador valiosos no futuro.
A Topps, que substituirá a Panini como licenciadora de álbuns e colecionáveis a partir de 2031, já utilizou patches semelhantes em outros esportes, como o beisebol, onde são aplicados em cards autografados e podem alcançar altos valores de mercado. Apesar do interesse gerado, a falta de informações claras por parte da FIFA e da Fanatics — empresa responsável pela Topps — em comunicados ou transmissões tem alimentado o mistério em torno do programa.
Em maio, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e o CEO da Fanatics, Michael Rubin, anunciaram a transferência da licença de cards e figurinhas oficiais da Copa do Mundo da Panini para a Topps, encerrando uma parceria que durou décadas. Durante o anúncio, ambos ressaltaram a introdução dos patches como um dos principais atrativos do novo acordo.
Infantino destacou que o contrato terá validade a partir de 2031 e se estenderá por vários torneios, enfatizando que este será o primeiro programa de patches de camisa na história do futebol, começando na Copa do Mundo que se aproxima. Rubin, por sua vez, explicou que a ideia é baseada em experiências anteriores de sucesso em ligas esportivas americanas, como a NFL, onde patches são utilizados em estreias de jogadores.
Os patches removidos das camisas ao final de cada partida serão incorporados a cards colecionáveis da Topps, que serão autografados pelos jogadores, criando assim peças únicas e significativas na trajetória dos atletas. Contudo, o processo é demorado, pois o acordo de licenciamento entre a FIFA e a Fanatics só terá início em 2031, após a finalização do contrato atual com a Panini, que continuará produzindo cards até a Copa do Mundo de 2030.
Enquanto isso, cards provisórios serão incluídos nos pacotes de colecionáveis, substituindo os definitivos que serão enviados depois, garantindo a preservação do estado dos patches. Um exemplo notável é o card de estreia do arremessador Paul Skenes, da MLB, que foi vendido por 1,1 milhão de dólares no ano passado.




