A demissão do investigador da Polícia Civil, Hugo César Benites, foi oficializada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e publicada no Diário Oficial do Estado na última segunda-feira (15). Hugo foi condenado a 13 anos e cinco meses de prisão por envolvimento em tráfico de drogas e por pertencer a uma organização criminosa. Em dezembro do ano passado, ele também foi sentenciado por obstruir investigações relacionadas a essas atividades criminosas.
A decisão de demissão foi assinada pelo secretário Antonio Carlos Videira e fundamentou-se em um relatório do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. A sanção é resultado da mesma investigação que revelou a participação de policiais civis no vazamento de informações sigilosas e na facilitação de ações ligadas ao tráfico na Capital.
A publicação oficial informa que Hugo César Benites foi desligado do quadro permanente do Estado, sendo acusado de violar deveres funcionais e cometer infrações disciplinares graves, que vão contra o estatuto da categoria. Entre as infrações destacadas estão a falta de zelo pelo sigilo das operações e a conduta moral esperada da instituição.
Além da demissão de Hugo, outra medida foi tomada em relação ao investigador Anderson César dos Santos Gomes. Ele também foi desligado por ter sido condenado pela Justiça em primeira instância por monitorar investigações e vazar informações sobre operações sigilosas a criminosos, o que comprometeu ações de delegacias especializadas em Campo Grande. Anderson já havia sido demitido em junho do ano passado devido a uma condenação anterior por tráfico de drogas e por integrar uma associação criminosa.
Ambas as demissões foram formalizadas na última sexta-feira (12), com efeitos a partir de hoje. A Operação Snow, que resultou em suas condenações, foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público em 2024. Essa operação culminou em penas somadas de 145 anos e nove meses de prisão para 16 réus, por crimes que incluem organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Entre os condenados, Erick do Nascimento Marques e Rodney Gonçalves Medina receberam penas de 12 anos e três meses cada um, enquanto Douglas de Lima de Oliveira foi sentenciado a cinco anos e três meses por seu envolvimento nos crimes. A juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, foi responsável pela decisão, que absolveu os pais de Douglas, Darli Oliveira Santander e Natoni Lima de Oliveira, também implicados na Operação Snow.




