A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, marcada para este sábado, 13, em New Jersey, se destaca como um dos confrontos mais procurados da competição. Até o momento, foram negociadas 75 mil entradas antecipadas, colocando o jogo atrás apenas da final do torneio e da partida de abertura entre México e África do Sul, que ocorreu no dia 11, no Estádio da Cidade do México, com a presença de 80.824 torcedores.
Além da quantidade de ingressos gerais, o duelo entre Brasil e Marrocos também se sobressai em relação à venda de camarotes, conhecidos como categoria hospitality pela Fifa. Até agora, esse confronto lidera as vendas dessa modalidade, superando até mesmo a final da Copa do Mundo. Vale ressaltar que a entidade não divulga os números exatos de bilhetes vendidos.
Outros jogos que estão entre os mais procurados incluem Colômbia x Portugal, em Miami, Brasil x Escócia, também em Miami, México x Coreia do Sul, em Guadalajara, e Equador x Alemanha, no Estádio de Nova York/Nova Jersey.
Léo Rizzo, CEO da Soccer Hospitality, destacou que os dados refletem um novo perfil de torcedor, que busca mais do que apenas assistir aos jogos. “O público está disposto a investir em conforto, serviços diferenciados e momentos exclusivos. O futebol continua sendo o grande atrativo, mas a experiência ao redor do evento se tornou um fator decisivo para muitos fãs”, afirmou.
A evolução do comportamento dos torcedores demonstra que o futebol não compete apenas pela atenção, mas também pelo espaço dentro da indústria do entretenimento. Atualmente, quem assiste a uma partida busca não só emoção, mas também conveniência e experiências memoráveis. Robson Carlo, sócio-fundador da Fute, ressalta que o sucesso das áreas de hospitality nesta Copa do Mundo evidencia uma tendência global observada em mercados mais desenvolvidos. “O torcedor está disposto a investir mais quando percebe valor na experiência oferecida”, completou.
Bruno Brum, CMO da Agência End to End, acrescentou que o futebol é uma expressão de identidade cultural e pertencimento, e que a Copa do Mundo é vista como uma prioridade financeira pelos torcedores sul-americanos. “Assistir à Seleção No Mundial é viver um ativo simbólico que não se repete”, destacou.




