O Brasil mantém um ritmo expressivo nas exportações de soja, com embarques de 14,8 milhões de toneladas registrados em maio. A China se destaca como o principal destino do grão, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) referente ao período de 5 a 11 de junho, divulgada na quinta-feira (11).
O cenário internacional é influenciado pelas negociações comerciais entre China e Estados Unidos, ocorridas em meados de maio. Apesar das expectativas de aumento nas compras de soja norte-americana pelos chineses, até o momento esse crescimento ainda não se concretizou de forma significativa em termos de volume.
No mercado interno, a desvalorização das cotações em Chicago foi parcialmente compensada pela valorização do dólar, que durante a semana analisada registrou R$ 5,17. Essa valorização favoreceu uma leve recuperação nos preços da oleaginosa no Brasil, com as principais praças do Rio Grande do Sul apresentando valores próximos de R$ 115,00 por saca. Nas demais regiões produtoras, os preços oscilaram entre R$ 101,00 e R$ 115,00 por saca.
Para junho, a previsão é de que o Brasil embarque 14,4 milhões de toneladas de soja, um volume maior que as 13,8 milhões de toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. A Ceema projeta que o total de exportações do país alcance 72,9 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026.
No que diz respeito aos derivados, a expectativa é que os embarques de farelo de soja totalizem 2,3 milhões de toneladas em junho, conforme as estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
Enquanto o mercado monitora o desempenho das exportações, as medidas fitossanitárias avançam nas regiões produtoras. O Sistema Famato informou que o vazio sanitário da soja começou em 8 de junho em Mato Grosso e deverá perdurar até 7 de setembro. Durante esse período, é proibida a presença de plantas vivas de soja em lavouras e outros locais para auxiliar no controle de doenças na cultura.




