Os ministros Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação, e Márcio Elias Rosa, da Indústria e Comércio, se pronunciaram nesta quarta-feira (10) sobre a possibilidade de uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula do G7, que ocorrerá na França. Ambos destacaram que o encontro ainda é incerto e não há agendamentos formais até o momento.
Durante a coletiva, Sidônio Palmeira esclareceu que não houve contato direto entre os presidentes até agora, afirmando: "O presidente não ligou. Pode acontecer [a bilateral] lá porque o G7 é pequeno, mas não tem nada agendado". Essa declaração foi feita em resposta a questionamentos de jornalistas sobre a reunião esperada.
Márcio Elias Rosa também comentou a situação, afirmando que a delegação do Brasil no G7 será restrita e que não se sabe se haverá um encontro com Trump. "Não sabe ainda [se vai encontrar com Donald Trump]. O Brasil é convidado, então a delegação é mais restrita", disse o ministro.
A necessidade de uma reunião surge em meio a uma proposta do governo americano de aplicar tarifas de 25% em resposta a práticas consideradas desleais na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. Além disso, uma tarifa de 12,5% está sendo considerada para países que não tomarem medidas contra o trabalho forçado. O governo brasileiro busca alternativas para persuadir os Estados Unidos a desistirem da imposição dessas tarifas.
O Brasil será parte do encontro que reúne as sete maiores economias do mundo, a convite da França, marcando a décima participação do país no G7. Além da possível reunião com Trump, assessores de Lula enxergam a cúpula como uma oportunidade para o presidente brasileiro reafirmar a soberania do Brasil em um espaço internacional relevante.




