A repórter Karine Alves, da TV Globo, relatou um episódio de racismo ao chegar aos Estados Unidos para a cobertura da Copa do Mundo de 2026, que terá início nesta quinta-feira, 11. Durante a abordagem na imigração, Alves foi solicitada a levantar o cabelo de forma ríspida, o que a deixou sem reação. A jornalista posteriormente compreendeu a solicitação e a atendeu, mas destacou que essa situação é comum entre mulheres negras que entram no país.
Alves observou que colegas de trabalho não enfrentaram o mesmo tipo de abordagem, o que evidencia uma diferença no tratamento. "Foi algo muito pontual, mas que outras colegas, por exemplo, não passaram por isso aqui", afirmou a repórter durante uma conversa com Ana Paula Araújo no programa Bom Dia Brasil, exibido na terça-feira, 9. O assunto surgiu enquanto as duas discutiam o rigoroso esquema de segurança adotado pelas autoridades americanas para o Mundial.
A repórter e Ana Paula Araújo comentaram sobre imagens da seleção do Senegal sendo revistada ainda na pista do aeroporto, expressando preocupação com as abordagens que já estão ocorrendo antes mesmo do início do torneio. "A Copa nem começou e já estamos vendo esse tipo de cena, com pessoas sendo abordadas dessa forma", destacou Alves.
Além do relato da repórter, outros incidentes chamaram a atenção na véspera da abertura do torneio. A Federação Iraniana de Futebol denunciou que os Estados Unidos cancelaram a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos. Em outro caso, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, reconhecido como o melhor árbitro masculino da África em 2025, teve sua entrada barrada no Aeroporto Internacional de Miami devido a questões relacionadas à verificação de antecedentes, conforme informações de autoridades americanas. Artan estava entre os profissionais escolhidos para atuar na Copa do Mundo.
Esses episódios levantam questões sobre a segurança e a discriminação que podem ser enfrentadas durante o evento, refletindo a complexidade do cenário em que a Copa do Mundo será realizada. A expectativa em torno do torneio cresce, mas as experiências de figuras públicas como Karine Alves ressaltam a necessidade de um olhar crítico sobre as práticas de segurança e o tratamento desigual que alguns indivíduos enfrentam.




