O mês de junho é marcado por uma importante mobilização em Mato Grosso do Sul com o Junho Vermelho, uma iniciativa que visa aumentar a conscientização sobre a doação de sangue e medula óssea. Instituído pela Lei 5.756, de 18 de novembro de 2021, este movimento tem o intuito de alertar a população sobre a relevância dessas doações, especialmente em um momento em que as taxas estão em queda. A doação de uma única bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, o que destaca a necessidade de ampliar o número de doadores nesta época do ano.
Mayra Franceshi, relações públicas da Rede Hemosul, ressaltou a importância das campanhas neste período crítico. O frio e a baixa umidade do ar têm contribuído para uma diminuição de até 70% nas doações, mas com o lançamento de iniciativas como o Junho Vermelho, o número de doadores registrou um aumento. Para facilitar o acesso, a Rede Hemosul iniciou o mês com uma unidade móvel de coleta posicionada em frente ao Pátio Central Shopping, visando atingir trabalhadores e frequentadores da área.
A legislação que institui o Junho Vermelho também revoga leis anteriores, incentivando ações coordenadas entre os três Poderes para promover a doação de sangue e medula óssea. Entre as iniciativas estão palestras informativas e campanhas publicitárias. O deputado Paulo Corrêa, 1º secretário da Assembleia Legislativa, enfatizou a relevância de aumentar o número de doadores, especialmente em um momento em que o aumento de acidentes de trânsito nas férias pode intensificar a demanda por transfusões.
Renato Câmara, 1° vice-presidente da Alems, destacou que o Junho Vermelho complementa uma Campanha Nacional, reforçando a necessidade de estimular a solidariedade entre os cidadãos. Além disso, ele lembrou que a legislação foi criada para apoiar ações que promovam a doação e seu armazenamento em registros oficiais, como o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
A compatibilidade para a doação de medula óssea é um fator crítico, com apenas 25% de chances de compatibilidade entre irmãos e pais. A chance de encontrar um doador compatível no Brasil é de apenas uma em 100 mil, diminuindo para uma em um milhão quando se busca em cadastros internacionais. Para se tornar um doador, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 51 kg e estar em bom estado de saúde, considerando também algumas restrições relacionadas a doenças e medicamentos que podem inviabilizar a doação.
Durante as campanhas, é possível fazer o cadastro no Redome, que envolve a coleta de 10 ml de sangue. A mobilização busca sensibilizar a população sobre a importância de ser um doador e contribuir para salvar vidas em situações críticas, como as que podem ocorrer nas estradas durante as férias.



